O que sentem, em palavras

Sentir não significa ter passado por isso. E é por isso que escritores conseguem escrever sem, de fato, viver aquilo. É como se eles tivessem algo que os permitisse enxergar nas histórias que escutam, o que a pessoa sentiu e como ela colocaria aquilo para fora escrevendo. Os tradutores de sentimentos, não é? Os que abraçam os leitores sem nem tocar – só com as palavras lidas. Os que ajudam pessoas nos momentos difíceis sem nem estarem presentes – estando, de longe. Os perfeccionistas que se cobram muito pelo que fazem, mas fazem por puro amor.

Amor é sempre o que move um escritor. O amor pelo que faz, o amor que coloca em cada parágrafo que escreve. O amor que sente receber quando lê um simples "obrigado por me ajudar". Tudo por amor.

Eles passam por momentos em que não sabem mais sobre o que falar e, às vezes, bate o desespero quando isso acontece. Eles passam por momentos em que surgem tantas ideias que fica confuso conseguir colocar tudo em prática, e nem tudo fica bom (na cabeça deles!) – posso te contar um segredo? Muitas frases vem desses textos que acabam em uma lista de "nunca serão publicados". Existe uma cobrança muito grande, porque se um texto não foi capaz de tocar o escritor, como podemos acreditar que tocará alguém? É um fator importante para analisar antes de apertar o botão de enviar.

Acredita que eles escrevem tudo isso que vocês leem mas, na prática, não conseguem resolver suas pendências emocionais da mesma forma que transparece no texto? Tradutores do sentimento dos outros, porque os deles, são mais confusos e embolados que fio de fone de ouvido. Mas que bom, não é? Afinal, os melhores textos sempre vem dessas pendências que não foram resolvidas. E é assim que os escritores encontram um meio de resolvê-las: palavreando-as.

E sobre quem pergunta, sempre, o que eles ganham escrevendo: ganham o dobro de amor que colocaram no que escreveram. Leitores que apoiam, desabafam, ajudam de todo o jeito e fazem com que eles queiram continuar. Amigos que conquistam pela escrita, que ajudam de todo o jeito possível, que trocam experiências e dão vida a muitas ideias que pareciam ser impossíveis de desenvolver – ser escritor faz com que o mundo inteiro esteja mais próximo do que realmente está. E isso, não tem dinheiro no mundo que pague.

E hoje, é o dia de agradecer para todos esses coraçõezinhos confusos, bagunçados, machucados, repletos de amor, por transformarem o que sentem, em palavras.

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