Obrigada, vadias

Após sete anos, sete temporadas, cento e sessenta episódios, quatro especiais, cinco Liars, A, A.D, Haleb, Emison, Spoby, Ezria, muito suspense, emoção, romances e surpresas, Pretty Little Liars chegou ao fim. O ciclo uma hora tinha que se encerrar. Afinal, a princípio só teríamos cinco temporadas, mas ela foi esticada para mais duas e sejamos sinceros, já era a hora do fim. Hora de dar um descanso para nosso coração que foi bombardeado pelas mentiras, que torcíamos para não serem descobertas, e pelas misteriosas A e A.D. Confesso que durante esses anos, um toque do meu celular já me deixava totalmente tensa.

Não foi uma série comum, ela nos ensinou o valor da amizade, o quanto a mentira pode levar a graves consequências, que o amor verdadeiro supera os nossos defeitos, que nós podemos ser mais fortes que imaginamos, que a vida é uma caixinha de surpresas, que nem todo mundo é o que parece ser, que a ganância nos leva a fazer coisas terríveis, que temos que ser o que nós somos sem se preocupar no que vão pensar e que somos maiores que os nossos medos. Quem disse que uma série não pode trazer bons ensinamentos?

As cinco provaram que a amizade verdadeira é aquela que você pode contar nos momentos bons, ruins, nas encrencas, nas vitórias, nas alegrias, nas tristezas e que nem a morte separa. Apesar das brigas e personalidades diferentes, elas sempre estiveram uma ao lado da outra independente de qualquer coisa. Aquelas amizades que são para sempre, sabe? Que na história delas, seria muito difícil você encontrar alguém que apostasse suas fichas em você, enxugasse suas lágrimas e mesmo que tudo parecesse perdido, daria um jeito de te proteger. Está aí, proteção. Essa é a palavra que define a amizade de Alison, Aria, Emily, Hanna e Spencer.

Haleb foi um casal incrível. Tão diferentes no começo e no fim, tão parecidos. Como uma patricinha que adorava roubar óculos e um hacker poderia dar certo? E deu. Hanna esteve ao lado de Caleb nos momentos mais difíceis da vida dele e ele era capaz de dar sua própria vida por ela. Hanna ajudou Caleb a conhecer sua verdadeira história, suas verdadeiras origens e fazer as pazes com seu passado. Enquanto ele, estava firme na missão de proteger sua amada, de ir atrás de quem estava fazendo mal a ela e suas amigas. Investigou, procurou, vasculhou e rastreou. No fim das contas, ele a ensinou a ser mais forte e corajosa. E mesmo ele tendo tido um affair com Spencer e ela ter ficado noiva, perceberam que um não viveria mais sem o outro e que eles se completavam. E nossa linda Hanna Banana, se transformou num mulherão de respeito, corajosa e casada com seu grande amor.

Ezria foi um casal corajoso. Um professor e sua aluna se apaixonam. E, além disso, ele era mais velho que ela. Se deu problema? Muitos. E eles enfrentaram juntos. Mostrando que o amor verdadeiro supera profissão, idade e até mesmo, suas próprias famílias. Família Montgomery não aceitava a princesa da família se relacionando com seu professor, com o colega de trabalho deles, com o amigo. E ela os enfrentou para viver seu grande amor. Já a matriarca da família Fitzgerald era a rica que não aceitava seu filho com a aluna. Imagina! Se eles deram ouvidos? Não! As paixões em comum dos dois, mostram que não só os opostos se atraem. Ezra e Aria juntos eram como um só porque um complementava o outro, mas sempre foram parecidos demais. E passando por diversos perrengues, chegaram ao fim juntos, casados, bem sucedidos e felizes - mesmo que essa felicidade seja sem algo tão grandioso e importante para alguns casamentos.

Aria... Minha menininha. Sofreu para conseguir provar para todos que o seu amor era verdadeiro, e que valia a pena todo o esforço. Sofreu tendo que esconder do mundo muito do que passava por medo. Medo do julgamento, medo do futuro, medo das pessoas. Mostrou que não precisa ter tamanho para ser forte! Lutou com paciência e garra por tudo que acreditava. Nos deixou malucas muitas vezes por ter escondido tão bem tanta coisa. Mas entendemos os seus motivos, pequena. E eu aprendi muito com você. Obrigada por ter feito parte do meu mundo todo esse tempo.

Spoby foi um casal surpreendente. No começo, não apostava neles, mas confesso que me conquistaram. A nerd e o problemático. Eles se ajudaram durante toda a série e Spencer foi capaz de mentir para ajudar seu grande amor. Até no team A ela entrou para ajudá-lo a descobrir a verdade sobre a mãe. Ele conseguiu dar leveza a vida tão regrada de Spencer. Se ajustaram ao jeito um do outro com o tempo. Cresceram juntos e se tornaram um dos casais que a gente mais shippou. Superaram o namoro de Spencer com Caleb, o noivado e a morte da noiva de Toby, as diferenças financeiras e, ao que tudo indica, com um final feliz.

Emison foi um casal polêmico. Emily sofreu muito com a suposta morte de Alison, porque no caso delas não era uma simples amizade. Era amor. Alison voltou e relutou a assumir que era apaixonada pela forte Emily. Sim, forte. Todos duvidaram dela e sempre apontaram-a como o 'elo mais frágil'. Quando, na verdade, Emily sempre foi a mais forte de todas. Não só pra lutar contra A, mas para conseguir guardar um amor tão forte com o passar dos anos e de todas as descobertas que fez. Emily teve vários relacionamentos, mas nada a fazia esquecer seu grande amor. Enfrentaram barreiras, preconceitos e dificuldades para viverem um amor que superou até uma suposta morte. No fim das contas, viveram felizes com lindas gêmeas e um casamento feliz.

E a Mona? A personagem mais gananciosa da série, que queria ter o controle de tudo sempre. Mas uma gananciosa muito querida. Apesar de toda essa ganância, deu valor a amizade de Hanna. Ela a tinha como sua melhor amiga e encontrava nela seu porto seguro. A mente brilhante que viveu ali e, que durante o início da série, ninguém acreditava. Quem imaginava? O jogo começou com ela e terminou com ela. Teve o final feliz que ela sempre quis, rica, casada e morando em Paris. E finalmente, no controle de tudo. Mona Perdedora? Jamais...

A e A.D nos fizeram passar raiva, desespero, nervoso e medo. Tiveram motivos parecidos para fazerem esse jogo com as meninas. E concordo com o fim de cada uma. No caso de A, a morte foi merecida. Só assim para ela parar. E aí surgiu A.D, que no fim, aprendeu que um dia ela brinca, no outro, ela pode ser o brinquedo. E que ser o brinquedo não é nada agradável.

As mentiras chegaram ao fim, os finais felizes que esperávamos também. Agora, ficamos com a saudade e com os ensinamentos dessa série tão maravilhosa que vamos guardar no coração. Jogamos o jogo junto com elas, mentimos juntos, acreditamos nas nossas mentirosas, torcemos por elas, pegamos ranço de A e A.D, nos apaixonamos pelos casais. Choramos juntos, sorrimos juntos e sofremos na mesma medida. Agora só nos resta o adeus.

E, mesmo com o fim de todos os mistérios, elas ainda levaram um segredo dentro do caixão: o de como vamos conseguir levar a vida a partir de agora, depois que elas roubaram nossos corações e nos fizeram enlouquecer com todos os mistérios malucos que nos faziam surtar à cada episódio.

Obrigada por essa companhia de sete anos, vadias. Sentiremos saudades.

Bye bye, bitches.

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1 comentários

  1. Só queria dizer que nunca chorei tanto escrevendo um texto como chorei com esse. Meu Deus, como eu vou morrer de saudades, bitchs. </3

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