De uma vez por todas, vá embora!

terça-feira, 12 de setembro de 2017



Pela primeira vez, quem está te procurando sou eu. Todas as outras vezes — tantas que perdi as contas — foi você quem me mandou um “oi sumida”. Não vou começar dizendo que você sumiu e nem nada disso, vou começar dizendo: é a primeira vez que te procuro e a última.

Te dei inúmeras chances para você fazer diferente e ficar na minha vida. Uma, duas, três, quatro... e quantas você aproveitou? Nenhuma. Quando você sumia, desaparecia, se afastava, eu chorava noites seguidas tentando entender e achar uma explicação. Nunca encontrei. E depois de tanto pensar, cheguei a uma conclusão: seu desinteresse por mim era claro. Colocava meu coração no lugar do meu cérebro e seguia em frente com esse desarranjo de amor. E isso me causou uma deficiência. Deficiência de amor-próprio.

Quando você voltava, alegava todas as vezes que seria diferente e dizia que a culpa pelo nosso afastamento era minha. E eu concordava. Carregava o sentimento de culpa. Mas agora, mais que nunca, sei o quanto você tinha razão. A errada este tempo todo fui eu por aceitar suas migalhas. Eu acreditava que as juntando, formaria um pão inteiro. Tolinha, né?

Por te dar carinho demais, amor demais, atenção demais e tudo demais, você se aproveitava e saia da minha vida, porque sabia que quando quisesse podia voltar. Eu permiti você pensar assim e você só agiu, como eu mesma deixei.

Só que agora vai ser diferente. Quando você voltar, não vai me encontrar mais. Vou mudar. A minha porta estará fechada, trancada, com placa de vende-se e você vai dar de cara nela. Não quero mais saber seus passos, sua rotina e seus caprichos. Pode me culpar a vontade pelo nosso afastamento, porque agora sou eu quem quero. Quero e preciso.

Virou necessidade te tornar apenas passado. E que me permita a analogia, mas é que você amarrota tudo aqui dentro cada vez que volta e tira do lugar o que já estava organizado. Hora de te passar com ferro de passar roupas. Quero tornar meu presente, novidade. Chega de saber como essa história termina toda vez. Com reticências e nunca encontra ponto final.

Você pode me ligar que não vou atender. Pode me mandar mensagem que não vou responder. E pode se arrepender que eu não vou me importar. Me curei da deficiência e não preciso mais do seu desinteresse disfarçado de bem-querer. Muito obrigada! Agora, junte suas desculpas e seu “oi sumida” e procure outro caminho. Já que pra você é tão fácil sair da minha vida, então, de uma vez por todas, vá embora! 


GIOVANNA SABRINE | BLOG | FACEBOOK | INSTAGRAM | TWITTER |
22 invernos quentes feito verão. Sou fã do calor e do calor humano. Acredito que o amor quem pode mudar o mundo e é a nossa maior fonte de esperança. Leonina com ascendente em aries, falo mais que minha boca, escrevo mais que meus dedos. Viajo nas histórias que escrevo e nas que eu leio. Paulista de nascimento e mineira de coração. Ah e apaixonada em dar conselhos e sonha em um dia segui-los… Escrever é traduzir cada batida do coração. Prazer, sou tradutora de corações. Vamos conversar? gigisabrine@gmail.com ou no meu site giovannasabrine.com.br

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