O filme #RealityHigh nos ensina que ódio é combatido com amor, sempre!

ESSE TEXTO CONTÉM SPOILER DO FILME!

A Netflix é minha fiel companheira em todas às noites de insônia, sempre. Só que dia desses enquanto passava as opções procurando por um filme, apertei o OK do controle sem querer e deixei o filme passar quando vi que a Kate Walsh (Addison Montgomery de Grey's Anatomy) estava no elenco. Com poucos minutos de filme, eu dormi. Ele é um romance/comédia adolescente que fica na categoria "besteirol" no catálogo da Netflix, que não é muito visitada por mim. Só que quando acordei estava passando a cena que está ilustrando esse texto: Dani Barnes (protagonista) gravando um vídeo em uma de suas redes sociais para combater o ódio com amor, sendo ela mesma! E isso prendeu totalmente minha atenção.

Quando o filme acabou e eu recebi a mensagem que a Dani passou nele, joguei o nome no google e comecei a ler comentários e críticas sobre. Vários comentários dizendo que é um clichê, quando na verdade, não é. Dizendo ser ruim, ser um dinheiro mal gasto, um desperdício de tempo e recursos, e, é claro, uma bobagem sem sentido. E sabe o que é engraçado? Eu ri. Ri por ter enxergado de uma maneira completamente diferente todo o filme. E sabe o que eu fiz? Tomei uma caneca de café e voltei o filme todo, só que dessa vez, assisti com atenção do início ao fim.

Sabe aquela frase que todo mundo diz: "Deus está guardando o melhor para você"? Ela é basicamente a descrição do filme. Dani muda de acordo às mudanças que a vida tem. Ela sempre foi insegura e tímida, e, por isso, passou a viver sua vida distante e apenas observando de longe. Até tudo mudar.

Imagina você acordar um dia e a sua melhor amiga de infância, que te fez muito mal durante muito tempo, e que é super famosa, voltar a falar com você do nada?  Depois de tanto te humilhar, ela aparece e te pede desculpas. E você aceita, porque seu coração é repleto de amor e, embora tenha sido pisoteado algumas vezes, ele sabe perdoar. Imagina você acordar um dia e o garoto pelo qual sempre foi apaixonada, te notar e te chamar pra sair? Imagina se tornar a namorada dele? Isso mesmo, assim, de repente.

Imagina ver sua vida inteira mudar drasticamente e, sem você perceber, se envolver demais e acabar saindo do controle?

Tem caminhos que seguimos que, muitas vezes, são tão conturbados que a gente acaba se perdendo; desviando. Mas a essência do que a gente é de verdade - e sempre foi - permanece intacta aguardando o momento em que voltamos pro trilho, seguindo o caminho de sempre. E tudo se encaixa outra vez.

As duas personagens perderam a linha e saíram do trilho. Mas sabe qual a diferença delas? A que revidou com ódio, caiu. Ninguém mais queria saber, perdeu tudo o que tinha. Mostrou o que era de verdade e acabou sem ninguém. Só que a Dani revidou o ódio com amor! E, a gente bem sabe: o amor sempre vence. Ela foi ela mesma e, mesmo com todas as mudanças que sofreu após tudo isso acontecer, o amor que ela tinha no coração, venceu.

Não permita, nunca, que a bagunça do mundo bagunce seu coração e o que você verdadeiramente é. Se alguém tenta mudar sua essência, essa pessoa não te merece. E não esquece: tudo o que é feito com amor, prevalece.

Se esse texto um dia for lido por alguém que deixou um comentário pelos sites dizendo "A Netflix jogou dinheiro fora produzindo esse lixo, quando poderia ter investido em outra série da Marvel" (li isso inúmeras vezes e em sites diferentes), deixo minha resposta: adoro a Marvel e quero muito que a Netflix produza mais séries, mas cada centavo gasto em #RealityHigh foi muito bem gasto. O filme não é nenhuma obra de arte perfeita, não sou hipócrita, sei disso, mas se ele passar a mensagem que o amor vence e fizer essa geração da internet e dos likes entenderem que existem coisas bem mais importantes, vai ter valido muito a pena. Eu entendi a mensagem, se você não entendeu é porque assistiu errado, assiste de novo.

💬 COMENTÁRIO DA COLUNISTA REGIANE VIEIRA: São tantos sentimentos em um único filme, a adrenalina do primeiro beijo, a vertigem que corre pelas veias, o medo do que vai vir depois. Foi um sonho ou é realmente a realidade batendo na porta da frente pedindo um lugar para ficar? Amizades, falsidades, bullying, decepções, corações partidos, o perdão embutido em um abraço, num sorriso, numa vontade de correr pro colo dos pais mas ao mesmo tempo é se olhar no espelho e vestir a capa de menina grande e enfrentar os problemas de frente, e mais que enfrentar é aprender com eles e daí então recomeçar, e seja qual for o caminho, sem perder a própria essência.

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