Filme vs. Livro: A culpa é das estrelas - John Green

Em 2014 eu assisti ao filme, dois anos depois de ter lido o livro, e lembro de como me encantei com toda a história – e de como chorei como se fosse a primeira vez. É uma história que demonstra intensidade, sabe? Que você precisa entrar de cabeça e sentir tudo o que a Hazel, o Gus, o Isaac e outros personagens sentiram. Você precisa entender que entre infinidade e eternidade existe um abismo, e que essa não é uma história para você se emocionar no final; vai doer do início até o fim.

Mas até na dor existe flor, e apesar de toda a história e do seu fim, a gente consegue enxergar a simplicidade do amor em cada cena do filme – e em cada capítulo do livro – e os dois juntos é algo que demorou de superar, viu? Ontem à noite eu estava procurando um filme na Netflix para assistir e nenhum título chamou minha atenção, mas quando olhei para frente e vi minha estante, logo de cara avistei aquele lindo livro azul... e fui assistir o filme mais uma vez, 3 anos depois. Senti tudo à flor da pele, como da primeira vez.

Mas eu senti algumas diferenças e muitos detalhes que fizeram falta.

O filme seguiu com as características dos personagens principais direitinho – para mim, claro – A Hazel é exatamente como eu imaginei que fosse, e a atriz que a interpretou soube passar para todos que estavam assistindo, toda a doçura e delicadeza de Hazel Grace Lancaster do livro de John Green. Já Gus, por mais que eu sempre tenha o imaginado mais alto e magro, soube também passar aos leitores do livro todas as características de Augustus Waters. Sem contar que, eles dois juntos são uma gracinha. 

Isaac é de longe parecido com o personagem do livro. Mas, mesmo não sendo o garoto ''gordo'', como John o descreveu, continuou sendo tão dramático quanto o personagem do livro (não tinha como não rir na cena em que Monica havia terminado com ele, ou da que eles estavam se pegando enfrente ao Grupo de Apoio). Já o escritor preferido de Hazel, o Peter Van Houten, não é um velho barrigudo por ter passado anos de sua vida bebendo. Ele me pareceu até apresentável. Tudo bem que são detalhes, mas acho que a escala dos atores é importante para a semelhança entre livro e filme.

Embora algumas poucas características não tenham sido acolhidas na escolha do elenco, eu achei que todos os personagens ficaram perfeitos do jeito que foram – e o Gus sempre terá aquele espacinho especial no meu coração.

Eu gosto de prestar atenção nos detalhes e acho que tudo bem não ter uma cena ou outra no filme, mas desde que essa cena não tenha uma grande importância. E foi isso que fez com que o LIVRO ganhasse do filme para mim: quando a Hazel procura pela ex-namorada de Gus nas redes sociais e encontra o perfil dela e vários depoimentos de pessoas – supostos amigos e conhecidos – lamentando a morte da moça. Hazel dizendo 'aceito' no final. E, na cena da viagem, no livro é a Hazel quem passa na casa de Gus para busca-lo e o encontra discutindo com a mãe por estar pior. Já no filme, não tem esta discussão e é ele quem vai buscar ela em casa. Senti falta desses detalhes e das cenas, porque faziam parte importante da história – principalmente para explicar outros acontecidos futuros ou passados.

Já li o livro três vezes ao longo desses 5 anos (tem resenha dele aqui) e assisti ao filme quatro vezes, e sei que essa listinha vai aumentar, é uma história que vale muito a pena. Não sou de me emocionar fácil com livros ou filmes, mas ACEDE, com certeza, mexe muito com o meu coração. Se você não leu e nem assistiu, recomendo que faça os dois!

Para mim, A culpa é das estrelas tem uma grande importância porque me ensinou que intensidade não tem a ver com tempo. Posso conhecer alguém hoje e amá-la intensamente em pouco tempo, e não esquecê-la jamais – mesmo que ela vá embora, não importa como –, assim como posso conhecer alguém há anos e não conseguir amá-la da mesma forma. Amor não tem a ver com tempo, e sim com a intensidade do sentimento de cada um. E nem sempre um amor acaba bem, mas quando é amor, a gente sabe – bem lá no fundo – que o sentimento é eterno, mesmo quando a pessoa física não é. Afinal, "alguns infinitos são maiores que outros". E a gente eterniza quem fez bem pro nosso coração.

E você, qual dos dois mais conquistou seu coração?💜

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